Sofrimento. Palavra que traz em si tudo o que expressa. E está presente na vida de todos os homens e mulheres que estão vivos ou que já passaram pela existência neste plano da vida. Uns sofrem mais, outros menos, mas não há um ser vivente que posse dizer: “nunca sofri nesta vida”.
A dor faz parte da vida na terra e é inerente a todos os seres vivos. O ser humano, por ser racional, traz um conjunto maior de dores, que são aquelas causadas pelas frustrações, desilusões, ciúme, inveja, e outros tantos sentimentos que só os seres racionais possuem. Os animais, que apresentam um pensamento primitivo e quase que totalmente instintivo, estão livres deste tipo de dor, pois não sentem inveja uns dos outros, conformam-se com suas próprias existências e suas dores. É... a evolução tem seu preço...
Mas qual a medida do sofrimento humano? Será que a dor que dói em mim, dói mais em mim do que em outros? Por que uns sofrem a mesma dor com mais intensidade do que outros?
O ser humano divide sua existência na terra em momentos de alegria e momentos de dor. Os momentos alegres são lembrados e festejados, os de dor lamentados. Mas é nos momentos de dor que sustentamos nossas vidas, pois estes momentos superam e ofuscam as lembranças felizes.
Quando alguém perde um ente querido, geralmente revive com mais intensidade o momento da perda do que todos os momentos que estiveram juntos e foram felizes. E quando recorda os bons momentos, é com o pesar da ausência que o faz, estendendo a dor da perda para as recordações que deviam ser prazerosas, ou seja, leva a dor para onde antes havia alegria.
O ser humano dá mais atenção e gasta mais tempo sofrendo do que se alegrando. Quando estamos alegres, muita gente se sente culpada porque “tem tanta gente que sofre, como eu posso me alegrar?”, e quando estamos tristes, ou algo nos desagrada, damos uma força tão grande a este sentimento que, se toda essa energia fosse empregada em realizações, em trabalho, seríamos capazes de mover montanhas.
Transmutar sofrimento em alegria não é possível, mas é possível utilizar a energia do sofrimento como impulso para realizações. A dor como alavanca para conquistas.
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